Quinta-feira, 28 de maio
A jornada inaugural combinou a abertura institucional com uma visão estratégica do setor, abordando o contexto econômico global e riscos-chave como cibersegurança, resseguro e infraestruturas críticas. Também foram exploradas tendências como a digitalização e o impacto da IA na saúde corporativa. Acesse os vídeos das apresentações de 28 de maio e reviva os melhores momentos.
Boas-vindas
Eduardo Pérez de Lema – Presidente | Mapfre Global Risks
Confiança e solidez em um ambiente incerto
A Mapfre Global Risks celebra suas jornadas destacando a confiança como eixo do negócio em um contexto global incerto. A companhia ressalta sua solidez, crescimento e resultados recordes, apoiados em diversificação e gestão prudente. Além disso, foca em pessoas, tecnologia e uma IA de caráter humanista para enfrentar os desafios futuros.
- O ambiente global exige maior capacidade de adaptação diante da incerteza geopolítica e da disrupção tecnológica.
- A confiança e a credibilidade continuam sendo o principal diferencial do negócio segurador.
- A solidez financeira baseia-se em diversificação, equilíbrio e disciplina de gestão.
- A transformação combina talento, digitalização, cibersegurança e IA orientada às pessoas.
Apresentação
Bosco Francoy – CEO | Mapfre Global Risks
Relação, prevenção e valor do seguro
As jornadas destacam o valor do longo prazo e do relacionamento como eixos do seguro. Além da apólice, o foco está na prevenção, na compreensão do risco e no seu impacto no negócio. Em um ambiente complexo e em constante mudança, o seguro se posiciona como uma ferramenta estratégica que proporciona estabilidade, apoia a tomada de decisão e viabiliza o crescimento sustentável.
- O seguro é redefinido como uma ferramenta estratégica que não apenas protege, mas também permite operar, investir e crescer com estabilidade.
- A prevenção e o conhecimento do risco tornam-se alavancas-chave para reduzir a volatilidade e melhorar as decisões empresariais.
- Os riscos atuais são mais complexos e menos transferíveis, exigindo maior capacidade técnica e visão estrutural.
- O relacionamento de longo prazo gera valor real, baseado em consistência, serviço e acompanhamento em todo o ciclo.
Rebranding Mapfre Global Risks
Juan Francés – Diretor Corporativo de Marca e Reputação | Mapfre
Rebranding como expressão da mudança
A Mapfre Global Risks redefine sua marca como um ativo estratégico que vai além do visual para refletir sua evolução real. Em um ambiente complexo, a marca atua como um sistema de confiança e suporte à decisão. O rebranding responde à transformação do negócio e posiciona a companhia como um parceiro próximo, impulsionando relações mais bidirecionais.
- A marca se consolida como um ativo estratégico que organiza a incerteza e reforça a confiança em mercados complexos.
- O rebranding reflete uma transformação real do negócio, e não apenas uma mudança estética ou de comunicação.
- A companhia evolui para um posicionamento de parceira, mais próxima e participativa na relação com clientes.
- A nova identidade combina evolução visual e conceitual para impulsionar consistência, relevância e conexão emocional.
Panorama econômico e conflito no Oriente Médio
José Luis Jiménez – CFO | Mapfre
Principais aspectos geopolíticos e econômicos atuais
A análise conecta conflitos históricos e atuais para explicar o contexto geopolítico, destacando a dimensão geoeconômica e seu impacto em mercados, energia e cadeias de suprimento. A elevada incerteza global contrasta com uma aparente estabilidade financeira, enquanto riscos estruturais e o aumento da dívida desenham um cenário complexo no curto prazo, ainda que com uma visão otimista no longo prazo.
- Os conflitos respondem, em grande parte, a motivações econômicas e de poder, com paralelos históricos que reforçam padrões recorrentes.
- A crise no Oriente Médio pressiona energia e comércio, afetando especialmente a Ásia devido à sua dependência de petróleo.
- Existe um descompasso entre os mercados financeiros e os riscos reais, o que pode gerar ajustes significativos no futuro.
- No longo prazo, crescimento e inovação sustentam uma visão otimista, apesar da incerteza atual.
Mesa-redonda
Segurança e ciber-riscos: Como gerenciar e assegurar o risco invisível?
Moderador: Julien San Quirce – Diretor de Subscrição – Responsabilidade Civil | Mapfre Global Risks
Ponentes:
- Ignacio del Corral: Diretor Global de Seguros Corporativos | Santander
- Macarena Bandres: Responsável Pela Gestão de Riscos Cibernéticos Europa | Marsh
- Daniel Largacha: Diretor global de SOC | Mapfre
Risco cibernético: impacto e gestão estratégica
O debate analisa o risco cibernético como um risco sistêmico, transversal e em evolução, no qual o fator humano, a cultura e a interconexão ampliam seu impacto. Sua mensuração é complexa e requer abordagens dinâmicas, enquanto a IA e a computação quântica redefinem ameaças. O seguro, juntamente com a colaboração público-privada, surge como um pilar fundamental de resiliência.
- Especialistas concordam que o risco é volátil, contagioso e difícil de quantificar, exigindo modelos dinâmicos e coordenação transversal.
- A cultura organizacional é identificada como a principal lacuna, à frente da tecnologia, impactando a resiliência empresarial.
- IA e computação quântica ampliam os riscos e exigem antecipação de mudanças estruturais em segurança e operações.
- O mercado segurador oferece cobertura e serviços, mas necessita de apoio público para enfrentar riscos sistêmicos.
Mesa-redonda
Cenário macro do resseguro
Moderador: José López González – Subdiretor Geral De Negócios | Mapfre
Ponentes:
- Bryan Dalton: Vice-presidente sênior e diretor de subscrição – Imóveis | Rennaisance Re
- Tim Jehnichen: Presidente Executivo | Munich Re España
- Pablo Muñoz: CEO de Reaseguro facultativo | Gallagher Re
Resseguro: ciclo, riscos e valor estratégico
O painel aborda o ambiente de resseguro em um mercado brando, com alta competição e pressão sobre preços, no qual disciplina técnica, gestão de capital e seleção de riscos são essenciais. A incerteza geopolítica e os riscos catastróficos tornam-se estruturais, impulsionando inovação, melhor uso de dados e uma abordagem estratégica baseada em parcerias.
- Os participantes concordam que o ciclo brando exige equilíbrio entre crescimento e rentabilidade por meio de subscrição seletiva e diversificação.
- A incerteza geopolítica e climática é constante e deve ser incorporada às decisões de risco sem paralisar a atividade.
- Eventos catastróficos e riscos não modelados aumentam a complexidade, exigindo melhores dados, prevenção e inovação.
- O diferencial está nas relações estratégicas, transparência e capacidade de gerar inteligência além do preço.
Pílula
Data Centers: motor da nova economia digital
Iván Delgado de Robles: Gerente de Gestão de Riscos | ACS
Data centers: estratégia e gestão integrada
A ACS impulsiona uma plataforma global de data centers diante do crescimento da IA, ampliando seu foco da construção para a operação, com a BlackRock como parceira. A proposta integra desenvolvimento, financiamento e gestão de riscos em ativos com altas exigências energéticas e contratuais, onde escala, resiliência e cobertura seguradora são essenciais.
- A estratégia combina presença global, parcerias financeiras e acesso a hyperscalers para capturar demanda crescente.
- O sucesso depende de garantir fornecimento de energia, gerenciar cadeias críticas e cumprir altos níveis de serviço.
- Os riscos incluem construção, operação e penalidades contratuais, exigindo coberturas complexas.
- A expansão do setor reflete uma oportunidade estrutural impulsionada pela IA, com desafios em eficiência e resiliência.
Talk
Corredores marítimos e logísticos: o papel das infraestruturas críticas
Moderador: Alev Sümer – Adjunta à Diretoria de Subscrição | Mapfre Global Risks
Ponentes: Hakan Kayganacı: CRO | CoreX Holding
Risco e resiliência em terminais globais
O diálogo analisa como riscos geopolíticos, cibernéticos e climáticos transformam a gestão e os investimentos em terminais globais. O risco passa a ser integrado desde o desenho, impulsionando maior colaboração com o setor segurador. A resiliência emerge como eixo estratégico.
- O risco-país e a geopolítica condicionam investimentos, exigindo diversificação e análise regulatória.
- O risco cibernético cresce com a digitalização, destacando vulnerabilidades IT/OT.
- As mudanças climáticas impactam financiamento e projeto de infraestrutura.
- Maior colaboração com seguradoras é essencial, com soluções personalizadas e foco em resiliência.
Mesa-redonda
Cativas Europeias e Programas Internacionais
Moderador: Bosco Francoy – CEO | Mapfre Global Risks
Ponentes:
- Laurent Nihoul: CEO | FERMA
- François Beaume: Presidente | AMRAE
- Luis Lancha: Presidente | AGERS
Cativas: eixo estratégico do risco global
A mesa analisa o crescimento das cativas na Europa como resposta a lacunas de segurabilidade e maior complexidade do ambiente. Destaca-se o papel central em programas internacionais e a evolução do gestor de riscos.
- O endurecimento do mercado impulsiona o uso de cativas como ferramenta de financiamento de risco.
- A França lidera a evolução regulatória; a Espanha avança como hub.
- Cativas tornam-se núcleo de programas globais.
- O gestor de riscos evolui para papel estratégico, focado em resiliência e valor.
Pílula
O futuro da saúde nas empresas em um mundo impulsionado por IA
Pedro Díaz Yuste – CEO | Savia
IA en salud digital corporativa
A apresentação mostra como a inteligência artificial transforma a saúde nas empresas, melhorando a prevenção, o acesso e a eficiência. Destaca-se sua capacidade de otimizar serviços, personalizar o atendimento e aumentar a produtividade. A experiência da Savia demonstra impacto real na telemedicina, na satisfação dos usuários e na redução de visitas presenciais.
- O palestrante explica que a IA permite avançar rumo a uma saúde mais preventiva, com detecção precoce e personalização das recomendações.
- Ressalta o valor de integrar serviços digitais para simplificar o acesso e melhorar a experiência do colaborador.
- Apresenta o caso da Savia, que, combinando tecnologia e telemedicina, reduziu tempos e o uso de atendimentos presenciais com altos níveis de satisfação.
- Conclui que a IA, aplicada com controle, impulsiona a eficiência, o bem-estar e a produtividade em ambientes empresariais.