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MAPFRE gera um resultado operacional de 702 milhões de euros em 2018 e mantém o dividendo

MAPFRE gera um resultado operacional de 702 milhões de euros em 2018 e mantém o dividendo

PRINCIPAIS DADOS DO EXERCÍCIO

• As receitas totais totalizam 26,590 bilhões de euros e os prêmios superam 22,537 bilhões de euros.

• O impacto da desvalorização das moedas nos prêmios soma 1,439 bilhões de euros. Descontando este efeito, os prêmios teriam aumentado 2,1%.

• A taxa combinada melhora meio ponto percentual e alcança 97,6%

• A MAPFRE cresce na Espanha mais de 10%, em relação a um aumento do mercado de 1,34%, consolidando-se como motor do Grupo e exemplo de crescimento rentável.

• O lucro líquido da MAPFRE RE totaliza 149 milhões de euros.

• A MAPFRE ASISTENCIA conclui sua reestruturação e se aproxima do equilíbrio no lucro bruto.

• A MAPFRE pagará a seus acionistas 0,145 euros por ação relativos aos resultados de 2018.

• Mais de 73% dos investimentos gerenciados na MAPFRE em emissores privados correspondem a entidades com qualificação ESG.

Fortalece seu balanço saneando o ágio em 173 milhões de euros

Em 2018, a MAPFRE gerou um resultado operacional de 702 milhões de euros, 0,3% a mais que no ano anterior. No entanto, no fechamento de 2018, a companhia decidiu fortalecer seu balanço e destinou 173 milhões de euros à redução ao valor recuperável parcial de ágios nas operações de seguros nos Estados Unidos, Itália e Indonésia. Isto foi realizado com o objetivo de poder se adaptar às novas circunstâncias dos mercados, conservando a rentabilidade para seus acionistas e estabelecendo pilares para continuar crescendo com rentabilidade. Contabilizado este efeito, o resultado do exercício se localizou em 529 milhões de euros, 24,5% inferior que o registrado em 2017.

A queda das receitas financeiras em função das baixas taxas de juros, da desvalorização das moedas (que tiveram impacto no resultado de 17 milhões de euros), do custo de eventos catastróficos (principalmente furacões e tormentas de inverno), com impacto no negócio ressegurador de 97 milhões de euros, e da reexpressão por hiperinflação das filiais na Argentina (considerado um país hiperinflacionário por ter uma inflação acumulada superior a 100% nos últimos três anos), com impacto negativo de 18 milhões de euros, influíram negativamente no resultado.

 

As receitas totais do Grupo totalizaram 26,590 bilhões de euros, que representam uma queda de 5% como consequência, principalmente, da desvalorização das moedas nos principais países onde a MAPFRE tem suas operações, sobre todo do dólar, do real brasileiro, do peso mexicano e da lira turca, bem como pela queda das receitas financeiras. Por sua vez, os prêmios se posicionaram em 22,537 bilhões de euros (-4%), também influídos pelo efeito da desvalorização das divisas. De fato, o impacto dessa desvalorização nos prêmios atinge 1,439 bilhões de euros. Com uma taxa de câmbio constante, os prêmios teriam aumentado em 2,1%.

 

É importante salientar o comportamento positivo da Espanha, com prêmios de 7,524 bilhões de euros, que representam um crescimento de 10,3% em relação ao aumento registrado pelo setor de 1,34%. A Área Regional Iberia, mercado onde originou-se a estratégia baseada no crescimento rentável, consolida-se como motor para o crescimento do Grupo.

Ainda, destaca-se a melhoria da taxa combinada do Grupo que, ao finalizar o ano 2018, situa-se em 97,6%. Este número significa uma melhoria de meio ponto percentual respeito de 2017.

O patrimônio líquido se posicionou em 9,198 bilhões de euros, enquanto os fundos próprios aumentaram para 7,994 bilhões de euros no final de 2018 e os ativos totais atingiram 67,291 bilhões de euros.

No encerramento de 2018, os investimentos do Grupo chegaram a 49,274 bilhões de euros. Deles, 56% corresponde à dívida soberana e 18,1% à renda fixa corporativa. São investimentos em renda variável 4,9% e 4,5% se encontra em tesouraria, uma percentagem similar à investida em imóveis. Do total dos investimentos em renda fixa, 67% tem qualificação creditícia A ou superior.

No fechamento de setembro de 2018, o índice de Solvência II ficou situado em 207,9%, em comparação com 201,7% de junho, com 88% de capital da mais alta qualidade (TIER 1). É importante sublinhar que o índice de solvência mantém uma grande solidez e estabilidade, sustentando em uma alta diversificação e em políticas estritas de investimento e gerenciamento.

1. Evolução do negócio:

Os prêmios da Unidade de Seguros posicionaram-se, no final de 2018, em 18,736 bilhões (-3,3%).

  • Na Área Regional Iberia (Espanha e Portugal), o incremento do negócio foi de 10% até alcançar prêmios totais de 7,658 bilhões de euros, com lucro de 481 milhões de euros (-6%). Contudo, se são eliminados os extraordinários dos anos 2017 e 2018, o lucro aumentaria 5,3 %. Destaca-se o bom comportamento da Espanha, cujos prêmios crescem 10,3% até 7,524 bilhões de euros, e a taxa combinada se situa em 93,7%, uma percentagem que é ainda melhor no negócio de Automóveis, já que alcança 90,8%.Os prêmios de automóveis somaram 2,283 bilhões, com crescimento de 2,2% (em relação ao aumento de 1,94% do mercado). O número de veículos segurados supera 5,7 milhões, número que representa um incremento de 132 mil respeito do ano anterior. O negócio dos seguros gerais cresceu 13,5% até 1,877 bilhões de euros, e o de Saúde e Acidentes 5,4%, até 578 milhões de euros. Neste último segmento, é significativa a melhoria de 2 pontos percentuais na taxa combinada, até 97,4%.Por sua vez, o negócio da MAPFRE VIDA cresceu em 16,4%, atingindo 2,627 bilhões de euros de prêmios, em comparação com a queda de 1,68% registrada pelo mercado. Este crescimento esteve impulsionado pela boa evolução do negócio em todos os canais. O patrimônio dos fundos de investimento ficou em 3,237 bilhões de euros, enquanto os fundos de aposentadorias se situaram em 4,875 bilhões de euros.
  • No Brasil, os prêmios no fechamento do exercício 2018 estiveram em 3,972 bilhões de euros (-12,6%), afetados de maneira importante pela desvalorização do real brasileiro que diminuiu seu valor em 16%. Seguros Gerais é o setor que mais prêmios proporcionou, 1,600 bilhões de euros, seguido de Vida, com 1,356 bilhões, e Automóveis, com 1,014 bilhões de euros.
  • O negócio da Área Regional Latam Norte se situou em 1,309 bilhões de euros (-26,1%). O México proporciona 719 milhões de euros (-39,2%), fortemente afetado pela desvalorização do peso mexicano (-7%) e pela ausência, neste exercício, do prêmio da apólice de Pemex, que é renovada a cada dois anos. Sem este efeito, o crescimento em moeda local atingiria 9%. O lucro do negócio neste país ficou em 18 milhões de euros, mais de três vezes o valor alcançado em 2017. A maioria dos países da região cresce em moeda local e a taxa combinada de não vida se encontra em 98,1%.
  • Os prêmios da Área Regional Latam Sul se situaram em 1,606 bilhões de euros (-5,5%), destacando-se a contribuição do Peru, com 492 milhões de euros e crescimento de 4,7% (+10% em moeda local), e da Colômbia, com 391 milhões de euros (-0,7% em euros, +3% em moeda local).
  • Na Área Regional América do Norte, os prêmios alcançaram 2,425 bilhões de euros (-4,1%). O negócio nos Estados Unidos totalizou 2,038 bilhões de euros (-7,4%), lastrado pela desvalorização do dólar (-3,5%) e pela saída de vários estados, operação que se enquadra no reajuste do negócio para impulsionar o crescimento rentável. Puerto Rico incrementou seus prêmios em 18,4%, até 387 milhões de euros, com resultado positivo de 27 milhões de euros, em relação a umas perdas do ano anterior de 17 milhões de euros e a melhoria na taxa combinada, até alcançar 88%.
  • Os prêmios da Área Regional EURÁSIA (que engloba as operações na Europa, exceto a Espanha e Portugal, Oriente Médio, África e Ásia) chegaram ao fechamento do ano a 1,766 bilhões de euros (-5,6%). A Turquia proporciona 486 milhões de euros (-25,7%), muito influída pela desvalorização da lira turca (-25%) e por uma política estrita de assinatura, especialmente no setor de Responsabilidade Civil de Automóveis, no contexto de uma estratégia de crescimento rentável. A Itália incrementou seu negócio em 0,6% até 474 milhões de euros, enquanto Malta proporcionou 390 milhões, 11% a mais que no ano anterior. Na Alemanha, o crescimento foi de 5,3%, atingindo 327 milhões de euros. Na Indonésia, apesar da desvalorização de sua moeda em 8,8%, o negócio manteve uma tendência de crescimento, com aumento de 42,1% até 62 milhões de euros.A Unidade de Resseguro, no fechamento do exercício 2018, registrou prêmios de 3,787 bilhões de euros, 10,3% inferiores aos registrados no ano anterior. Isto aconteceu, entre outras razões, devido a que uma parcela relevante do negócio desta unidade procede de países não-europeus, cujas moedas sofreram forte desvalorização. O resultado deste negócio totalizou 149 milhões de euros (-8,3%) devido às diversas catástrofes que tiveram impacto atribuído no resultado desta unidade de 97 milhões de euros.

    Por sua vez, os prêmios da Unidade de Riscos Globais alcançaram 1,174 bilhões de euros (-6,6%), com lucro de 24 milhões de euros em relação a perdas do ano passado de 66 milhões de euros, pelos eventos catastróficos excepcionais de 2017. A taxa combinada melhora de maneira significativa, situando-se em 91,9%, graças a uma melhoria da sinistralidade, que se reduz de forma muito considerável.

    Finalmente, no encerramento de 2018, as receitas da Unidade de Assistência, Serviços e Riscos Especiais ficaram em 983 bilhões de euros (-11,7%) como consequência da reestruturação deste negocio iniciada em exercícios anteriores.

2. Dividendo:

O Conselho de Administração acordou propor à Assembleia Geral de Acionistas um dividendo complementar com cargo aos resultados do exercício de 2018 de 0,085 euros brutos por ação. Desta forma, o dividendo total com cargo aos resultados do exercício chegará a 0,145 euros por ação. No ano 2018, a rentabilidade por dividendo sobre o preço médio da ação foi de 5,5%. A MAPFRE destinará ao pagamento de seus acionistas, inteiramente em dinheiro, 447 milhões de euros referentes aos resultados do exercício de 2018, a mesma quantia que no ano anterior.

3. Dimensão social:

Dos investimentos em emissores privados gerenciados pela MAPFRE, 73% se encontra em empresas que possuem índices de sustentabilidade. Desses investimentos, mais de 94% têm standards de qualificação acima da média.  Entre outros critérios, estes indicadores estimam a transparência ou a incorporação de questões ambientais, sociais e de governo corporativo (ESG) no negócio, bem como o risco de reputação. Trata-se de indicadores que gradativamente assumem mais importância para a comunidade investidora.

Por outro lado, a MAPFRE continua avançando em sua aposta pela diversidade e políticas de igualdade, e 40,8% dos postos executivos em todo o Grupo já são ocupados por mulheres.

Também, superou-se o objetivo proposto para o triênio 2016-2018 de contar no quadro de funcionários com 2% de empregados com deficiência entre os funcionários e, na atualidade, já soma 2,5%, avançando assim na inclusão na sociedade e nas empresas deste grupo.

Além disso, é importante sublinhar que a porcentagem de contratação fixa do Grupo, que totaliza 35.390 empregados no fechamento deste ano, está em 96,8%.

Para finalizar, merece destaque que a taxa do imposto de sociedades a nível consolidado global se encontra em 34%, e que o gasto por impostos sobre sociedades soma 453 milhões de euros.

4. Outros:

O Conselho de Administração também aprovou a designação de Angel Dávila e José Manuel Corral, como novos membros do Comitê Executivo.

Angel Dávila é Secretário-Geral e Secretário do Conselho de Administração da MAPFRE desde 2011. Bacharel em Direito e Ciências Empresariais, iniciou sua trajetória profissional na MAPFRE em 1992.

José Manuel Corral é Diretor-Geral da Área Corporativa de Negócios e Clientes a partir de meados do ano passado. Bacharel em Ciências Econômicas e Empresariais, começou a trabalhar na MAPFRE em 1993.

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