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“APICI representou um período muito gratificante para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente”

Aurelio Rojo Garrido, presidente honorário da APICI.

 

Qual é o objeto social da APICI?

A Associação de Profissionais de Engenharia de Proteção Contra Incêndios, APICI, visa representar profissionais da engenharia nessa área, impulsionar critérios éticos, de honestidade, clareza e efetividade, elaborar propostas com caráter transformador e melhorar a proteção contra incêndios na Espanha.

Sua principal missão é criar um foro comum de informação, formação e debate, servindo de interlocutor entre o coletivo, as demais instituições e os grupos profissionais afins.

 

Nesses doze anos como presidente da APICI, o que você pode dizer sobre a trajetória da associação?

Para mim foi uma satisfação ter colaborado com a APICI desde sua fundação, há 25 anos, como profissional e, posteriormente, como primeiro vice-presidente da APICI no período de 2008-2010, portanto a trajetória da Associação nos últimos doze anos foi dar continuidade à fenomenal atividade desenvolvida desde a sua fundação pelo engenheiro industrial Fernando Vigara, adaptando-a aos novos desafios do setor e dos profissionais.

O desenvolvimento de atividades formativas de alto nível técnico, tal como nas seis edições do MIPCI (Mestrado de Engenharia de Proteção Contra Incêndios), realizado em colaboração com a Universidade Pontificia de Comillas-ICAI na Espanha, é uma das marcas mais significativas do período de minha presidência. São igualmente significativos a participação em fóruns de referência como o comitê organizador do SICUR, a alavancagem da colaboração com outras associações como APTB, ASELF, CEPREVEN, TECNIFUEGO e AERME, assim como a participação no Conselho Técnico Assessor da revista SEGURITECNIA e no júri dos prêmios anuais em segurança na Espanha. Gostaria de destacar a continuidade do Congresso Internacional APICI, do qual nos orgulhamos de ser referência no setor.

É realmente difícil expressar em palavras o que APICI significa para mim porque representa um acúmulo de sensações, emoções, desafios e lembranças muito boas 

Qual foi a evolução da proteção contra incêndios neste período?
Na Espanha, continua o desenvolvimento e/ou revisão das regulamentações de referência e seus guias técnicos, como o Código Técnico da Edificação, o Regulamento de Segurança Contra Incêndios em Estabelecimentos Industriais e o de Instalações de PCI. Ambos, de marcado caráter prescritivo, estabelecem padrões mínimos a cumprir, mas que já permitem o desenvolvimento do Design Baseado em Prestações. Esse enfoque é imprescindível em grande número de projetos complexos ou singulares no âmbito do patrimônio histórico, transporte subterrâneo, arranha-céus, instalações industriais especiais, etc.

 

Quem são os membros do conselho de administração da APICI e o que os caracteriza?

Os membros vêm das áreas mais ativas, de setores nos quais a Engenharia da Proteção Contra Incêndios é uma ferramenta inevitável:

    • Ensaios e certificações AFITI
    • Transporte ferroviário Metro de Madri e RENFE
    • Engenharias ARUP, PIXELING, ADVENTIS e JVVA
    • Universidade ICAI-UPC
    • Empresas destacadas em seu âmbito IMPLASER e MARIOFF
    • Seguros ITSEMAP-MAPFRE GLOBAL RISKS
    • Bombeiros da Prefeitura de La Coruña

Em todos os casos, caracterizam-se pelo entusiasmo, profissionalismo, amizade e por serem referência no seu setor profissional.

O que a APICI significa para você após ter sido presidente durante mais de uma década?

É realmente difícil expressar em palavras o que APICI significa para mim porque representa um acúmulo de sensações, emoções, desafios e lembranças muito boas que às vezes não estão isentas de dificuldades, mas que, graças à amizade, camaradagem e apoio do colegas dos diferentes conselhos executivos, colegas associados e da indústria e alunos do mestrado do MIPCI, representou um período muito gratificante para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente.

 

De izquierda a derecha: Pedro Soria, Joaquín Lorao, Aurelio Rojo, Isolina Martínez y Eduardo García Mozos, delante del edificio de la sede social de MAPFRE.

Ao fazer uma autorreflexão, de qual contribuição para a APICI você se orgulha mais?

Olhando para atrás, me ocorrem realmente duas atividades com igual intensidade. Por um lado, a organização —em colaboração com a Fundación MAPFRE e a Associação Latino-americana do Metro (ALAMYS)— dos cursos sobre Segurança no Transporte Ferroviário Subterrâneo dados na sede da Fundación MAPFRE em Cartagena de Índias, na Colômbia.

Por outro lado, ter sido Co-diretor do MIPCI durante seis anos letivos desenvolvidos nas instalações do ICAI-Universidade Pontificia de Comillas em Madrid, onde se formaram mais de uma centena de alunos.

 

A relação com a MAPFRE Global Risks e a Fundación MAPFRE é constatável. Que sinergias compartilham as três entidades?

Minha relação com a MAPFRE Global Risks começou há 20 anos quando, desde a direção de Operação e Proteção Civil do Metro de Madrid, obtemos a colaboração da ITSEMAP como assistência técnica em diferentes aspectos relacionados com a PCI, bem como estudos sobre riscos em locais comerciais. Também realizamos testes sobre sistemas de água nebulizada em estações nos laboratórios da MAPFRE em San Agustín de Guadalix.

Posteriormente, assinamos o acordo de colaboração entre a ALAMYS e a Fundación MAPFRE, com o objetivo inicial de organizar as jornadas sobre segurança de FFCC Subterrâneos na Casa MAPFRE de Cartagena de Índias, com a incorporação posterior da APICI como colaboradora.

Depois, foram assinados diferentes acordos entre a MAPFRE e a APICI para a colaboração na organização dos congressos bienais internacionais desenvolvidos inteiramente na sala MAPFRE do Paseo de la Castellana de Madri ou na sede da Fundação no Paseo de Recoletos. Nesses congressos, os engenheiros de riscos da ITSEMAP e da MAPFRE Global Risks sempre tiveram uma intervenção destacada como palestrantes. Fruto desta colaboração, têm sido realizadas jornadas conjuntas sobre os temas de maior interesse em cada momento, em muitos casos também com a colaboração de ICAI-UPC, igualmente com a presença como professores nas seis edições do MIPCI.

Destaca-se a participação de diretores da APICI nas diferentes edições das jornadas internacionais MAPFRE Global Risks

Por fim, gostaria de expressar minha gratidão aos diretores em áreas de prevenção da fundação Antonio Guzmán e Jesús Monclús pelo apoio e total colaboração durante o período que fui presidente da APICI.

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